Há um certo tipo de quietude que só encontras ao ar livre. O vento a mover-se entre as árvores, a areia a mudar debaixo das tuas mãos, a terra batida do trilho e a pedra a manter-se firme sob os teus pés. Levar a tua prática de ioga para o exterior pode ser recompensador, embora também levante questões reais – onde ir, o que levar e como te sentires à vontade quando lá chegares.
Falámos com a professora de ioga Emily Baltzer sobre como leva a sua prática para o exterior, independentemente da estação do ano ou da superfície. Aqui estão as suas cinco dicas para quem está pronto para desenrolar um tapete sob o céu aberto.
1. Encontra um chão firme
O terreno importa mais ao ar livre do que num estúdio. Emily procura um chão relativamente plano e firme sempre que possível.
"Viver na Nova Escócia faz com que tenhamos a sorte de dispor de uma abundância de rocha granítica, o que cria uma base ideal para a ioga", diz ela. "As praias são outra das minhas preferidas, embora a areia mais macia não ofereça uma base tão estável, o que pode tornar as posturas de equilíbrio um pouco mais desafiantes."
Mas uma superfície imperfeita não é um obstáculo. "Lembro-me sempre de que a ioga foi feita para nos desafiar de formas inesperadas", reflete Emily. "Se o teu espaço de prática não for perfeito, tudo bem. Essas pequenas imperfeições incentivam-te a adaptar-te, a desenvolver resiliência e a crescer tanto dentro como fora do tapete."
2. Leva a base certa
Um chão irregular pede um tapete que consiga lidar com isso. O preferido da Emily é o X Mat da Manduka.
"É incrivelmente durável e oferece bastante amortecimento, o que o torna surpreendentemente confortável mesmo quando estou a praticar em rocha granítica", diz ela. Muitas vezes coloca por cima o seu Shala Yoga Rug: "para uma camada extra de conforto e, claro, porque acrescenta uma estética bonita ao meu espaço de prática."
O amortecimento denso do X Mat dá apoio às articulações em terrenos duros ou irregulares, enquanto a trama de fibras naturais do Shala Yoga Rug acrescenta aderência e suavidade para trabalho sentado e no chão ao ar livre.
3. Veste-te em camadas conforme o clima
A prática ao ar livre adapta-se ao que quer que a estação traga. Nos meses mais quentes, Emily ajusta a sua prática ao calor.
"Prefiro praticar de manhã cedo, antes que o calor se instale", diz ela.
Quando a temperatura desce, veste-se em camadas. "Nos dias mais frios, uso roupa térmica em camadas, um gorro, luvas e polainas", partilha. "Essas práticas podem não ser tão longas, mas muitas vezes são das mais mágicas."
Há uma razão para abraçar o frio para além da estética. "Praticar no frio tem uma forma de te tirar da cabeça", diz Emily. "Ensina-te a respirar através do desconforto e a manter-te totalmente presente, mesmo quando todas as partes de ti te dizem para te levantares e ires embora. Há algo incrivelmente fortalecedor nisso."
4. Liberta-te do medo de ser visto
Praticar em espaços públicos pode parecer expor-te, à partida. O conselho da Emily: deixa isso ir.
"Antigamente, sentia-me muito desconfortável a praticar ioga em público porque estava convencida de que as pessoas me estavam a observar ou a julgar-me", diz ela. "Ao longo dos anos, porém, percebi que a maior parte das pessoas realmente não quer saber, e, se quiserem, isso não é problema meu."
A sua prática, diz ela, está fundamentada em algo mais simples. "Estou aqui para percorrer a vida de uma forma que me traga alegria. Enquanto estiver a respeitar os espaços públicos e a ter consideração pelas pessoas à minha volta, estou a fazer tudo bem."
"Inclinar-me para esse desconforto ajudou-me a construir tanta confiança ao longo dos anos," acrescenta. "O que antes parecia intimidante tornou-se incrivelmente libertador, e espero que isso encoraje outras pessoas a ocupar espaço e a fazer também o que as faz sentir vivas."
5. Deixe ir as expectativas
Para quem leva a prática para o exterior pela primeira vez, a orientação de Emily é simples. "Não pense demasiado nisso. Encontre um local que lhe pareça agradável, respire fundo e mova o seu corpo. Deixe a natureza fazer o que faz melhor e simplesmente permita-se estar presente."
Essa mesma abertura mantém-se independentemente de há quanto tempo pratica ao ar livre. "Mantenha-se aberto," diz ela. "Se o local onde planeou praticar estiver cheio, não desanime. Sente-se no meio do caos, respire fundo algumas vezes e veja o que acontece. Se o tempo mudar, acompanhe-o. Se as condições não forem as certas, confie que haverá outro dia."
"É disto que o yoga trata," acrescenta. "É aprender a adaptar-se em vez de resistir, a deixar ir as expectativas e a fluir com o que quer que o momento traga. Algumas das minhas práticas mais memoráveis aconteceram porque as coisas não correram conforme o planeado."

Sobre Emily
Emily Baltzer é professora de yoga e educadora de movimento, com mais de 500 horas de formação em yoga concluídas no Canadá, nos Estados Unidos e na Índia. O seu ensino combina vinyasa, mobilidade e yin, com uma forte ênfase na cura, na força e na longevidade. Com formação adicional em treino pessoal, apoia os alunos a desenvolver estabilidade, confiança e uma ligação mais profunda à sua prática.
Emily dá aulas online e presencialmente, e também organiza retiros. É igualmente a fundadora da Soul Stretch, um estúdio de yoga online agora disponível em soulstretch.uscreen.io, e uma nova mãe que acredita que o movimento deve evoluir com cada estação da vida.
Conecte-se com Emily no Instagram em @yogawith.emilymarie e aprofunde a sua prática participando numa das aulas abaixo.
Parceria com a Manduka
A Manduka apoia professores, estúdios e espaços de bem-estar desde 1997. Quer seja professor de yoga, proprietário de um estúdio ou responsável por bem-estar de hotel, existe um programa de parceria concebido para si. Saiba mais sobre trabalhar com a Manduka.

















