Miles integra yoga, inversões e calistenia na sua prática. Acompanhe uma série de exercícios de fortalecimento para incorporar na sua prática de yoga.
O que o inspirou a especializar-se em calistenia e como entrou pela primeira vez em contacto com esta prática?
Descobri a calistenia pela primeira vez em 2016 através de um vídeo no YouTube. Era uma simples demonstração de exercícios básicos com o peso corporal, mas o que chamou a minha atenção foi o próprio nome: calistenia. A palavra vem dos termos gregos “κάλλος” (beleza) e “σθένος” (força), e isso despertou imediatamente a minha curiosidade. À medida que fui aprofundando, aprendi que a calistenia era originalmente um método fundamental de treino de força usado pelos soldados espartanos para se prepararem para o combate. As suas rotinas concentravam-se em exercícios com o peso corporal, complementados por movimentos acrobáticos realizados em pares ou em grupo — movimentos que, hoje, até poderiam ser comparados a fluxos de dança. O objetivo não era apenas desenvolver força e flexibilidade, mas também melhorar a proprioceção e fomentar uma coordenação e comunicação harmoniosas entre os soldados. Embora a forma moderna da calistenia tenha evoluído, o princípio central — tornar-se forte e flexível usando o próprio corpo — ressoou imediatamente comigo. Desde a minha primeira prática, fiquei rendido. Há algo incrivelmente gratificante em puxar ou empurrar o próprio corpo, uma sensação que me tinha feito falta no treino de pesos tradicional. E quando comecei a explorar habilidades e movimentos acrobáticos, soube que tinha encontrado a minha verdadeira paixão.
Há professores, atletas ou experiências em particular que tenham influenciado o seu estilo de ensino?
Há tantos! Tive o privilégio de conhecer, trabalhar e ser orientado por muitas pessoas talentosas, como Leo Gashi e Denis Piccolo, os homens por trás da equipa Sthenics, Giorgos Votsis, que é proprietário do estúdio Art of Calisthenics na minha cidade natal, Tessalónica, e, claro, Elpida Tsintsifa, uma pessoa que dedicou toda a sua vida à ciência do Desporto e que tive a sorte de ter como mentora nos meus primeiros anos.
Que conselho daria a alguém que está apenas a começar a sua jornada com inversões ou calistenia?
Procure orientação e um bom treinador, faça sempre um aquecimento adequado, ouça o corpo, seja paciente e, acima de tudo, apaixone-se pelo processo.
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